Ao Luísa Sonza enunciar mais uma brincadeira de antíteses, fomos amedrontados pela possibilidade de outro projeto incapaz de atingir o público médio. O uso de antinomias é compreensível para demonstrar a contradição do íntimo, mas seu relato é mixoscópico, não necessariamente dividido com o ouvinte. BRUTAL PARAÍSO se apresenta como um projeto grandioso que dobra a aposta de debater esses sentimentos borbulhantes, só que para não ser mais um jogo de ideias repetitivo e inalcançável, deve ser capaz de ilustrar esse embate sendo por si o objeto de ensaio em vez de solução para uma pergunta. Essa tentativa foi bem-sucedida ou teremos de abrir uma enciclopédia musical sociopolítica para entendê-la?
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