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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Apesar do título, Ryu Sujeong se mostra monocromática em Ryu Sujeong 4th EP [ALL THE COLORS I AM]

Colagem digital feita com cenas do videoclipe de Diamond da cantora sul-coreana Sujeong. Majoritariamente usando imagens em que a artista olha para a esquerda, a composição é dividida em duas partes: à esquerda, em pronunciados tons vibrantes de castanho, vinho e laranja, Ryu Sujeong é posicionada na lateral baixa da cena. Opostamente, à direita sua imagem é colocada no topo e tingida por tons suaves de azul, rosa, bege, cinza e verde, organizando-se como um reflexo sobre o vidro.
    No fluxo contínuo de lançamentos são movimentadas as possibilidades estéticas do mercado do kpop, sobressaindo produções contracorrentes ainda que dentro das mesmas dinâmicas comercialmente formuladas. Afinal de contas, destaca-se para vender, conciliando nessa perspectiva a criação de autorialidade com o surgimento de novas companhias e equipes criativas. A carreira de Ryu Sujeong para além do Lovelyz cai nesse nicho artístico, fazendo de chamariz a separação de seu som e imagem da consistência açucarada do grupo num estilo discreto com o charme de propositalmente parecer imperfeito para conversar com a cena musical independente sul-coreana.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Mesmo sem circuito promocional decente, Cheetah sobressai pela qualidade de seu lançamento

A miniatura é formada por vários recortes de mesmas três imagens promocionais do lançamento do mini álbum Cheetah da dupla Red Velvet – IRENE & SEULGI, em que os rostos das cantoras aparecem mesclados (SEULGI na direita e IRENE na esquerda da cena), tonalizados em amarelo, rosa, bege, azul pastéis e alguns tons contrastantes de laranja, verde e preto.
     Jogadas às traças, seja pelo sempre segundo plano dos ciclos promocionais de Red Velvet ou porque está fazendo jus ao método surpresa de divulgação do cenário musical nipônico, Red Velvet – IRENE & SEULGI finalmente estreiam em terras japonesas, anunciando-se de um show para um EP de formato digital e, em novembro, se tudo não mudar de última hora, o lançamento físico. Cheetah, em sua experiência compacta de cinco músicas, é fiel à identidade geral do grupo, casando-se ao som muito distinto das vozes e dos solos de suas participantes, embora se perca como representação para um dueto já definido pelo estilo sensual e sombrio de suas produções sul-coreanas.

domingo, 13 de setembro de 2026

A estreia de NewKin traz as mesmas conversações estilísticas que os grandes nomes do kpop. Se o som indie está por toda parte, o que difere o popular do de nicho?

Colagem digital com grandes contrastes tonais em que os sombreados (em preto, roxo, azul e púrpura) se destacam sobre detalhes pastéis esverdeados, rosas e beges. A cena é composta por close-up dos rostos do trio, um sobre o outro formando uma massa contínua, ainda que com cada face bem definida. Sobrepondo a isso é possível ver, borrado e em baixa opacidade, essas mesmas integrantes em diferentes poses, criando uma espécie de cenário às avessas que forma o primeiro-plano da imagem.
    Conversações sobre o tecnológico e suas realidades alternativas atravessam as considerações intimistas de NewKin, projeto marcado pela interessante dinâmica de se guiar por um intérprete fixo para possíveis mutações estruturais e audiovisuais, somando à sua proposta criativa uma proteção às transformações de som, imagem e formação que venham a calhar seu futuro. O trio surge em meio a uma compreensão estética nebulosa da música pop, em que experimentos antes característicos de grupos alternativos foram amplamente irradiados para a retórica mercadológica da indústria musical, com ritmos românticos e sofisticados recauchutados em estruturas palatáveis e velozes para criar e sucatear a demanda pelo novo nostálgico. Isso não mais diz respeito à definição do som na mescla de cenas artísticas, mas sobre quais as preocupações estéticas podem ser individualmente desenvolvidas para manter a inventividade desses gêneros sem resultar no cansaço do público.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Com notas de jazz, rock e city pop, <Afterglow> é a liga que une os solos de ARTMS

Composição digital montada a partir de cenas da apresentação da música <Afterglow>. Com cores fortes que variam entre tons de azul, vermelho, amarelo iluminados e sombreados por pronunciadas demarcações preto e brancas, a imagem é feita de forma a situar a cantora ao centro e lado direito da cena, sobrepondo-a com um close-up de seus olhos e nariz. Do lado esquerdo da cena, em baixa opacidade aparece sua forma criando um reflexo ou vulto na composição.
    O desenvolvimento sonoro da carreira de HaSeul mostra o intenso cuidado criativo, independentemente das muitas válidas preocupações promocionais e estruturais, da MODHAUS com suas artistas. <Afterglow> chega como uma interseção entre os solos do grupo ARTMS, integrando as explorações individuais em uma unidade formal de direção contínua sem decair em redundâncias audiovisuais temáticas ou referenciais.