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sábado, 6 de junho de 2026

Cristalina em suas intenções, PWLT seduz o público com um momento de introspecção

    E então foi solucionada a crise de identidade do debut de KRYSTAL: PWLT é fruto direto de suas recomendações musicais na internet, num requintado tom musical melancólico que não se ultrapassa em movimento e curiosidade reflexivos por uma celebração apática de amor-próprio.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Com escolhas musicais inteligentes e decisões comerciais desastrosas, Billlie põe os fãs para trabalhar 7x0 na defesa do seu álbum de estreia

    
Billlie segue à risca sua fórmula de intrigar o público cativo em mistérios lúdicos com o rocambolesco the collective soul and unconcious: chapter two, primeiro álbum depois de quase cinco anos desde a estreia do grupo. Com o foco de sobreviver uma labuta de cada vez, o lançamento se agarra ao gosto popular do mercado coreano para se pôr à prova da disputa comercial, mas acaba se enrolando pelos próprios atalhos criativos tomados.

domingo, 31 de maio de 2026

Adoçada na medida certa, LEMONADE é bebida para qualquer refeição

    aespa consolidou-se na mídia sem criar mistérios aos seus ouvintes, com os poucos riscos tomados pelo grupo estarem em lançamentos competentes individualmente vitoriosos. Qualidade não é a preocupação e LEMONADE faz jus a este repertório através de uma síntese bem formulada da carreira, mantendo os acertos enquanto torna coerente os dessabores anteriores ao encapsulá-los num projeto maior.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

BRUTAL PARAÍSO é o retrato musical do crescimento desenfreado de uma cidade planejada

    
Ao Luísa Sonza enunciar mais uma brincadeira de antíteses, fomos amedrontados pela possibilidade de outro projeto incapaz de atingir o público médio. O uso de antinomias é compreensível para demonstrar a contradição do íntimo, mas seu relato é mixoscópico, não necessariamente dividido com o ouvinte. BRUTAL PARAÍSO se apresenta como um projeto grandioso que dobra a aposta de debater esses sentimentos borbulhantes, só que para não ser mais um jogo de ideias repetitivo e inalcançável, deve ser capaz de ilustrar esse embate sendo por si o objeto de ensaio em vez de solução para uma pergunta.  Essa tentativa foi bem-sucedida ou teremos de abrir uma enciclopédia musical sociopolítica para entendê-la?