Inscreva-se para acompanhar as publicações deste blog.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Ambientada no espaço recluso de uma floresta fria, Babyline prepara o timbre para novo álbum de La Roux

 
   
Abrindo o circuito promocional de Old Flames, previsto de ser lançado em novembro, La Roux prepara o público com duas músicas, Cabin Fever e Babyline. Enquanto a primeira timidamente introduz o som do novo álbum, é com Babyline que as pontas são amarradas aos trabalhos anteriores da artista: arraigada no tom sintético da new wave, a canção cria um bom conectivo à ideia do distanciamento ilustrado pela capa ao trazer notas do ambiente tribal esterilizadas em um pop sofisticado.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Num jogo seguro, STAYC apoia no som de vitórias passadas com o entusiasmante single 2:LOVE

    
Na direção contrária ao som techno que ocupa a atual cena musical pop coreana, STAYC se firma no bom e certeiro dance-pop para alcançar o público da 2ª e 3ª geração sem se fazer distante das conversações estilísticas vigentes, fazendo uma série de boas jogadas numa mesma partida: enquanto fortalece a assinatura sonora do grupo e o isola por atenção no mercado competitivo do kpop, dá o nome de sua empresa ao situá-la, pelo estilo característico das produções de Rado (metade do cessado duo Black Eyed Pilseung, fundador do grupo e da empresa que o abarca, High Up Entertainment) parte fundamental da nossa compreensão do “som do kpop”.

sábado, 27 de junho de 2026

Necessitada de cirurgia corretiva, Focus Focus experimenta muito sem aparar as bordas

    
Num ano de péssimas mixagens e masterizações, em que artistas abolem a engenharia de suas criações à necessária etapa da produção musical, Kyary Pamyu Pamyu embala a celebração dos seus 15 anos de carreira com a robusta e horrivelmente formatada Focus Focus, que mira longe ao se aventurar em territórios estilísticos desconhecidos, enquanto nos põe a questionar a profundidade de campo: será que faltou grau na lente para ler as configurações de exportação do DAW?

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Em um estado heautognóstico, Olivia Rodrigo analisa com olhares clínicos a fragilidade da lembrança

    
Em vias de anamnese, é incrivelmente identificável em you seem pretty sad for a girl so in love a conversa sobre juventude em voz juvenil, que não é feita caricata por uma reminiscência nostálgica. Os sons, artistas e visualidades referenciados fazem parte do leque literário que compõe nosso pequeno e intenso imaginário de quem é Olivia Rodrigo, expresso na música por confissões do amadurecer, amar e perder que aparecem plácidos numa compreensão lenta e reflexiva de mesmas vivências agora mais distantes. Ela é jovem e sua produção corresponde a isso, refinada pelo genuíno interesse às suas direções criativas.