O desenvolvimento sonoro da carreira de HaSeul mostra o intenso cuidado criativo, independentemente das muitas válidas preocupações promocionais e estruturais, da MODHAUS com suas artistas. <Afterglow> chega como uma interseção entre os solos do grupo ARTMS, integrando as explorações individuais em uma unidade formal de direção contínua sem decair em redundâncias audiovisuais temáticas ou referenciais.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2026
terça-feira, 11 de agosto de 2026
O grande trunfo de <Hyper-Ego> é chamar de experimental o que está em moda no kpop
Requerendo a vivência do estranho em vez de sua remediação, <Hyper-Ego> faz da música plano-de-fundo na identificação de signos e narrativas de ARTMS, continuando o legado de LOONA de se alocar no léxico cultural e construir uma comunidade apoiada pela semiótica e diegese através de memes, frases de efeito e senso de justiça. O aguardado retorno do grupo dilui conceitos extravagantes na superficialidade de um pop hedonista, que involuntariamente retorna à massa gritante de admiradores da internet uma crítica sobre a própria identidade: confundindo foco promocional com más escolhas criativas, a preocupação do público se metamorfoseou em um autofágico pânico generalizado?
terça-feira, 23 de setembro de 2025
Representando o luxo silencioso, <Love Poison> traz elegância sem burburinho ou comoção
Enfim está migrando, de maneira esperada mas satisfatória, o som de HaSeul da new music para o bedroom pop: gêneros imersos em memória que encontraram devoção em criações do tipo faça-você-mesmo compartilhadas em fóruns e blogs juvenis. Junto aos outros singles de lançamento, sem nenhuma grande promessa de álbum ou clipe, Love Poison encontra seu sucesso pela voz carismática da cantora (deixem a garota cantar!) e perde precocemente seu entusiasmo por não ter grande dinâmica visual para acompanhar.
sábado, 1 de junho de 2024
COMPARATIVO: agora que está todo mundo no ar, o projeto LOONA irá se alinhar?
Como numa previsão do horóscopo, os astros se uniram para trazer o internacionalmente conhecido LOONA de volta. Quer dizer... Fragmentado feito carne moída à espera de virar hambúrguer, que de uma maneira inversamente proporcional trouxe tudo de bom para quem tanto aguardou: fartura de lançamentos independentemente criativos.
segunda-feira, 19 de outubro de 2020
Apropriação cultural?? Com pena e cabana, LOONA invade a Nova Inglaterra e coloniza seus nativos
Numa ideia ontológica, cultura é apropriada e é apropriativa. O ponto de apoio sobre o manifesto contra a apropriação cultural, em rumo mais amplo, está em como essa cultura apropriada vai contra as regras em que é originalmente efetivada ou se é historicamente zombada na forma em que se utiliza, como por exemplo, se um determinado rito é feito em determinada veste, para determinado acordo, ao fazê-lo de forma reduzida pode facilmente ser considerado ofensivo ao nativo ou ao estudioso da prática.
Entretanto, o tópico *internacional* cultural appropriation tende a se perder no personagem: virou-se uma briga de qualquer retratação secundária de uma cultura de nicho, não necessariamente dos vieses em que se propõe.
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Vamos resumir o negócio: o problema de Hurry Up (Feat. BOL4) é que ela cumpre o que propõe.

Não se preocupe: o autor do blog não enlouqueceu e incorporou uma promoção das Casas Bahia - temos aqui as muitíssimas razões pelos quais o despontamento de SOHEE, o dualístico pedaço de couve do grupo ELRIS, tem definitivas qualidades... Que ao passo em que são inexploradas, erradicadas e sumidas numa incidência de singularidade vocal, é legitimamente o problema do lançamento.
sábado, 4 de agosto de 2018
Conspiração, Lixão e Catástrofe: o raio X da carreira nu'clear de CLC
Há uma fragilidade no discurso de fracasso do CLC que concorda com a falta de vontade do público de sair de um mesmo argumento desse debate. Se elas não sucedem, não é pela falta de polêmica, qualidade sonora, rostos bonitos, personalidades esquisitas, aparições na mídia, idealismo, talento ou zona de competição no espaço musical. Temos tudo isso, então, o que é que sobra? Vista seu cinto espacial, prepare para o embalo e embarque comigo na fantástica jornada do "não sabemos o que está acontecendo, porém parece que tem nosso dedo nisso".
quinta-feira, 14 de junho de 2018
love4eva (feat. Claudia Leitte) não mudou o mundo... que também não precisava ser mudado

A grande barragem reativa que estourou com o anúncio - artístico, prepotente e completamente fora do planeta Terra - de YYXY foi a de que elas carregariam um monólito de maturidade e inovação para o som do grupo. Enquanto na cabeça da internet love4eva seria a possessão do Black Sabbath no corpo de quatro adolescentes de 1,50m, deparar com a realidade da fórmula LOONA, competente e repetida até então, sendo explorada no carro-chefe do álbum trouxe sentimentos incoerentes de frustração dos fãs.
Que som é esse esperado + por que ele não era razoável no debut da unit?
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