G02MP: música
Inscreva-se para acompanhar as publicações deste blog.
Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de julho de 2026

Flert3 é paquera sonora sem firmar compromisso

Composição de estilo surrealista feita em azuis, amarelos e castanhos pálidos com os rostos das irmãs do trio de música pop Mariasss. A imagem evoca o estilo de ilustrações do jogo Dark Souls.
   
Num chamego desengonçado sob o eterno ciclo do sofrimento manifestado por músicas de ringtone vindas de 2003, as Mariasss vêm nos punir com a excelentemente produzida (e ainda assim de questionável caráter romântico) Flert3, em que encontramos um single polido à artificialidade dos sons do momento que se esquece do longo histórico de inventividade musical que carrega em seu país.

sábado, 18 de julho de 2026

Tic-Tac! SUNMI vive o interminável ciclo Schopenhaueriano da insatisfação na simpática Forever July

Colagem digital de cenas do videoclipe Forever July de SUNMI. A imagem contém o rosto da cantora centralizado, sobreposto por sua silhueta iluminada. Ao fundo há uma reunião de outras imagens editadas de maneira indistinguível, com olhos, partes do rosto e porções de água. A imagem é colorida em tons de rosa, azul, verde, amarelo claro e branco.
    
Partindo da temporada de chuvas que corta o verão coreano, SUNMI imerge em contrastes sonoros no single Forever July, temperando com apatia a empolgação característica do gênero future garage para compartilhar o sentimento de alienação, que tal como no céu nublado que prevê a chuva, pouco se é distinguido na composição que carrega beleza pela consistência de sua palidez.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Ambientada no espaço recluso de uma floresta fria, Babyline prepara o timbre para novo álbum de La Roux

 
Iluminada em tons de verde, amarelo, branco, rosa e laranja, a imagem contém frames do clipe de Babyline, com Elly Jackson em diferentes figurinos posando à esquerda da tela, sobreposto por um close-up borrado de seu rosto.
   
Abrindo o circuito promocional de Old Flames, previsto de ser lançado em novembro, La Roux prepara o público com duas músicas, Cabin Fever e Babyline. Enquanto a primeira timidamente introduz o som do novo álbum, é com Babyline que as pontas são amarradas aos trabalhos anteriores da artista: arraigada no tom sintético da new wave, a canção cria um bom conectivo à ideia do distanciamento ilustrado pela capa ao trazer notas do ambiente tribal esterilizadas em um pop sofisticado.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Vamos resumir o negócio: o problema de Hurry Up (Feat. BOL4) é que ela cumpre o que propõe.



Não se preocupe: o autor do blog não enlouqueceu e incorporou uma promoção das Casas Bahia - temos aqui as muitíssimas razões pelos quais o despontamento de SOHEE, o dualístico pedaço de couve do grupo ELRIS, tem definitivas qualidades... Que ao passo em que são inexploradas, erradicadas e sumidas numa incidência de singularidade vocal, é legitimamente o problema do lançamento.



quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A favor do porte de armas, neofascistas Weki Meki erram o alvo e assassinam quaisquer chances de erguerem a carreira 🤠


Na internet, juram em bordar nas mangas que o novo single de Weki Meki é uma vitória. Bem, talvez essa seja uma afirmação muito pretensiosa, em que o grupo continua numa plataforma desnivelada da série de coitos interrompidos de decisões empresariais. Com muito potencial escondido - inclusive em Crush -, o césio radioativo pós-IOI prossegue com decisões sonoras ousadas, contemporâneas e, acredite: embaladinhas nos pacotes mais arcaicos possíveis.




quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Através de narrações parnasianas sobre a vida, iU incorpora Sky Ferreira para destruir o planeta Terra com uma música chata

IU entrou no magnânimo estado do ópio da fama em que nada a atinge - talvez porque o cataclismo controlado da personagem a estruturou de uma forma sequer realista pra humanidade -, em que agora cabe a ela, tirando do bolso o carisma que rende milhões, utilizar seu poder para experimentar na física da música os modos de pontuar com juízos de valor a sociedade que a elevou. Comemorando seus 10 anos de fabricação, a vocalista traz aos ânimos a mais politizada e carismática diss-track refinada pela excelência visual que só a Coreia é capaz de prover.  Eminem apenas sonha com tamanha sublimação:

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

REVIEW: mesmo com todos os problemas de sempre, Japamyu segue como um dos lançamentos mais divertidos de Kyary Pamyu Pamyu

Do surpreendente alarde de definhar o cenário pop japonês pelas crias de Yasutaka Nakata, nessa quarta-feira, dia 26, o quarto e tão polêmico álbum de Kyary Pamyu Pamyu arrebentou as barragens da internet para atiçar o fogaréu das fãs póstumas do estilo acumulador do DJ. Com toda a reflexão das últimas semanas, pudemos lavar as mãos e aceitar os benefícios desse seu momento displexo. Contudo, a dúvida não foi sanada: o novo som homeopático do produtor trouxe alguma melhoria para a tralha discográfica da sua menina-dos-olhos?

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

REVIEW: Future Pop medita com sinceridade sobre o futuro de Perfume - e da música mainstream global

Essa é uma revisão um tanto atrasada, contudo tenho de admitir que também estive muito atrasado para ouvir isso, já que apesar do meu grandioso amor por Nakata - que aparentemente é a nova pauta permanente do blog -, não estive empolgado por sua atual era de mixagens: jurava ser muito básica, american-based e com uma infortuna semelhança aos trabalhos pouco imaginativos do jockey russo-alemão ZEDD.

 Apesar disso, era questão de eventualidade escutar esse álbum, em vista de que (o que se pode ser chamado como) minha longa amizade com o grupo não findaria em uma dupla de decisões musicais duvidosas ao lado de todo o brilhantismo construído na carreira das três meninas. Colando isso ao meu novo chamego com o serviço de streaming Spotify, Future Pop teria sua justiça em meus ouvidos durante minha viagem ao interior de Minas Gerais.

 Após duas sessões cabo-a-rabo, com bom hiato reflexivo entre elas, eis meu veredito:

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Minissérie da Globo inspira o kpop e faz de Sunmi a nova musa do axé

A estranheza do libertador debut de Lee Sunmi das paredes artificialistas da BIG3 foi a exímia compositora não pôr as mãos em nenhuma das faixas de suas duas primeiras tentativas. Se no começo evaporava um sentimento de preguiça e desacato (porque no fundo a gente realmente quer - apesar de todo o discurso falacioso da web - ver tentativas mais reais e naturais de ídolos (independente da colocação como artista, que sejamos sinceros, carrega todo mundo), que somam praticidade quando vindas deles mesmos.


sábado, 25 de agosto de 2018

COLOCAÇÕES SOBRE O RECORDE DE BTS - em que talvez a comemoração tenha vindo cedo demais

Hoje é um dia especial: o Twitter acordou comovido com os avanços a tino de BTS no lançamento de álbum e sua faixa-título IDOL, que impôs algum recorde contra Taylor Swift no número de visualizações estiradas em 24 horas.

Se nem o vazio lírico existencial da música foi capaz de criar algum senso para as ARMYs, talvez essa conversa venha a calhar: a festa na web provavelmente não guarnece muita dignidade. Vamos explicar o porquê:

sábado, 4 de agosto de 2018

Conspiração, Lixão e Catástrofe: o raio X da carreira nu'clear de CLC

Há uma fragilidade no discurso de fracasso do CLC que concorda com a falta de vontade do público de sair de um mesmo argumento desse debate. Se elas não sucedem, não é pela falta de polêmica, qualidade sonora, rostos bonitos, personalidades esquisitas, aparições na mídia, idealismo, talento ou zona de competição no espaço musical. Temos tudo isso, então, o que é que sobra? Vista seu cinto espacial, prepare para o embalo e embarque comigo na fantástica jornada do "não sabemos o que está acontecendo, porém parece que tem nosso dedo nisso".

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Futuros primitivos na música


É relativamente fácil compartimentar em cabines a moda e a música de uma década, muito provavelmente porque quem analisa a analisa de fora, numa perspectiva paralela ao eixo, que ignora de fato a vivência na época... Ou, contrariando essa visão relativamente juvenil, específica da nova geração, nos encontramos em uma era em que nada - especialmente o pop massivo - parece suficientemente forte e distinto para se conectar num círculo estético.


quinta-feira, 14 de junho de 2018

love4eva (feat. Claudia Leitte) não mudou o mundo... que também não precisava ser mudado


A grande barragem reativa que estourou com o anúncio - artístico, prepotente e completamente fora do planeta Terra - de YYXY foi a de que elas carregariam um monólito de maturidade e inovação para o som do grupo. Enquanto na cabeça da internet love4eva seria a possessão do Black Sabbath no corpo de quatro adolescentes de 1,50m, deparar com a realidade da fórmula LOONA, competente e repetida até então, sendo explorada no carro-chefe do álbum trouxe sentimentos incoerentes de frustração dos fãs.


Que som é esse esperado + por que ele não era razoável no debut da unit?

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

ESQUEÇA O QUE A FANBASE DISSE: Bad Boy não traz empoderamento algum a Red Velvet



Se Jesus multiplicou os peixes e juízes brasileiros conseguem multiplicar seus salários, é óbvio que eu iria render minhas pitangas à base do bland & belo Bad Boy. Chame a fanbase toda, tire o sorvete da geladeira e embarque na rasa e nada convincente teoria de que 
 Bad Boy é o oposto de todo o discurso grrl power desenrolado no Twitter.