A escolha de gêneros consegue equilibrar o contraste entre a arquitetura luxuosa da sonoplastia da artista aos instantes efêmeros de natureza em silvos florestais, como quem coloca a cabeça de um urso para decorar uma sala amadeirada. De todo modo, é interessante assumir esse som como um afunilamento ainda mais intenso do estilo familiarizado com La Roux desde a saída de Ben Langmaid do duo, até então destacado por uma produção eletrônica bem texturizada que foi transformado por uma leitura sóbria do uso desses sintetizadores extravagantes.
Ainda é muito cedo para se ter um panorama tonal de Old Flames, principalmente pelas prévias serem suficientemente distintas e estarem tão separadas no corpo da obra, deixando em dúvidas se é um retorno de som, a conclusão de uma seção ou um resumo do álbum. Com um sabor anticlimático, Babyline permanece a qualidade esperada de La Roux sem despertar grande curiosidade ao que há por vir, hesitando a exploração das cores e estilos mais aventureiros do material promocional divulgado.
Babyline (2026) - La Roux | La Roux sob licença de Universal Music Operations Limitedprós.: som particularmente refinado, como coquetel e antepasto com temperos exóticos.
cons.: sem incendiar surpresas ao novo lançamento, Babyline deita no imenso conforto do som já conhecido de La Roux.★★★☆☆ 3/5
👍👎
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