Se você não esteve a par da deliciosa bagunça ao redor da aparição, ascensão e - velocíssima - queda da carreira de Takemura Kiriko - a iconoclasta parnasiana Kyary Pamyu Pamyu -, ao lado de uma das fases mais burlescas e conspiratórias da indústria sonoplástica japonesa, é porque provavelmente em 2011 havia um mundo muito diferente na internet para se prestar atenção: o YouPix era relevante, a Jovem Pan mantinha algum tipo de integridade (ou o que é que considerávamos e deixávamos passar por dignidade naquela época) e o sentimento derrisório estava em todos os cantos: arquétipo dos memes em quadrinhos, 9GAG, expansão doméstica do facebook e aterros virais brasileiros feito Não Salvo e Ñ.Intendo.
Ainda assim, mesmo a um ermitão da web, o intricado momento foi grande demais para sequer não viajar como ondas energéticas: contra todas as possibilidades, uma abertura massiva dos mercados culturais asiáticos que arrombou a complexa linha mercadológica autossustentável ao ponto de chegar com instigantes curiosidades do outro lado do mundo - e aparecer na vida cotidiana pela moda, pela música e pelo... Fantástico. *Plim plim*

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