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sábado, 27 de junho de 2026
Necessitada de cirurgia corretiva, Focus Focus experimenta muito sem aparar as bordas
Num ano de péssimas mixagens e masterizações, em que artistas abolem a engenharia de suas criações à necessária etapa da produção musical, Kyary Pamyu Pamyu embala a celebração dos seus 15 anos de carreira com a robusta e horrivelmente formatada Focus Focus, que mira longe ao se aventurar em territórios estilísticos desconhecidos, enquanto nos põe a questionar a profundidade de campo: será que faltou grau na lente para ler as configurações de exportação do DAW?
segunda-feira, 28 de julho de 2025
KURU KURU HARAJUKU é o retorno intimista ao fenômeno Kyary Pamyu Pamyu
Marcado pela participação da equipe criativa presente desde o debut, a apresentação pública de seu primogênito e a continuação da investida no eletrônico Hardcore, KURU KURU HARAJUKU reafirma a competência e o apoio da comunidade de Kyary Pamyu Pamyu mesmo em sua etapa independente da carreira. Ainda assim transpira a preocupação: depois de quatro anos sem grandes lançamentos, será este single capaz de reavivar o público adormecido?
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
REVIEW: mesmo com todos os problemas de sempre, Japamyu segue como um dos lançamentos mais divertidos de Kyary Pamyu Pamyu
Do surpreendente alarde de definhar o cenário pop japonês pelas crias de Yasutaka Nakata, nessa quarta-feira, dia 26, o quarto e tão polêmico álbum de Kyary Pamyu Pamyu arrebentou as barragens da internet para atiçar o fogaréu das fãs póstumas do estilo acumulador do DJ. Com toda a reflexão das últimas semanas, pudemos lavar as mãos e aceitar os benefícios desse seu momento displexo. Contudo, a dúvida não foi sanada: o novo som homeopático do produtor trouxe alguma melhoria para a tralha discográfica da sua menina-dos-olhos?
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
REVIEW: Future Pop medita com sinceridade sobre o futuro de Perfume - e da música mainstream global
Essa é uma revisão um tanto atrasada, contudo tenho de admitir que também estive muito atrasado para ouvir isso, já que apesar do meu grandioso amor por Nakata - que aparentemente é a nova pauta permanente do blog -, não estive empolgado por sua atual era de mixagens: jurava ser muito básica, american-based e com uma infortuna semelhança aos trabalhos pouco imaginativos do jockey russo-alemão ZEDD.
Apesar disso, era questão de eventualidade escutar esse álbum, em vista de que (o que se pode ser chamado como) minha longa amizade com o grupo não findaria em uma dupla de decisões musicais duvidosas ao lado de todo o brilhantismo construído na carreira das três meninas. Colando isso ao meu novo chamego com o serviço de streaming Spotify, Future Pop teria sua justiça em meus ouvidos durante minha viagem ao interior de Minas Gerais.
Após duas sessões cabo-a-rabo, com bom hiato reflexivo entre elas, eis meu veredito:
Apesar disso, era questão de eventualidade escutar esse álbum, em vista de que (o que se pode ser chamado como) minha longa amizade com o grupo não findaria em uma dupla de decisões musicais duvidosas ao lado de todo o brilhantismo construído na carreira das três meninas. Colando isso ao meu novo chamego com o serviço de streaming Spotify, Future Pop teria sua justiça em meus ouvidos durante minha viagem ao interior de Minas Gerais.
Após duas sessões cabo-a-rabo, com bom hiato reflexivo entre elas, eis meu veredito:
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
O cometa Kyary: a explosão e fracasso de uma das maiores aberturas da indústria fonográfica japonesa para o resto do planeta
Se você não esteve a par da deliciosa bagunça ao redor da aparição, ascensão e - velocíssima - queda da carreira de Takemura Kiriko - a iconoclasta parnasiana Kyary Pamyu Pamyu -, ao lado de uma das fases mais burlescas e conspiratórias da indústria sonoplástica japonesa, é porque provavelmente em 2011 havia um mundo muito diferente na internet para se prestar atenção: o YouPix era relevante, a Jovem Pan mantinha algum tipo de integridade (ou o que é que considerávamos e deixávamos passar por dignidade naquela época) e o sentimento derrisório estava em todos os cantos: arquétipo dos memes em quadrinhos, 9GAG, expansão doméstica do facebook e aterros virais brasileiros feito Não Salvo e Ñ.Intendo.
Ainda assim, mesmo a um ermitão da web, o intricado momento foi grande demais para sequer não viajar como ondas energéticas: contra todas as possibilidades, uma abertura massiva dos mercados culturais asiáticos que arrombou a complexa linha mercadológica autossustentável ao ponto de chegar com instigantes curiosidades do outro lado do mundo - e aparecer na vida cotidiana pela moda, pela música e pelo... Fantástico. *Plim plim*
Ainda assim, mesmo a um ermitão da web, o intricado momento foi grande demais para sequer não viajar como ondas energéticas: contra todas as possibilidades, uma abertura massiva dos mercados culturais asiáticos que arrombou a complexa linha mercadológica autossustentável ao ponto de chegar com instigantes curiosidades do outro lado do mundo - e aparecer na vida cotidiana pela moda, pela música e pelo... Fantástico. *Plim plim*
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