G02MP: HaSeul
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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Com notas de jazz, rock e city pop, <Afterglow> é a liga que une os solos de ARTMS

Composição digital montada a partir de cenas da apresentação da música <Afterglow>. Com cores fortes que variam entre tons de azul, vermelho, amarelo iluminados e sombreados por pronunciadas demarcações preto e brancas, a imagem é feita de forma a situar a cantora ao centro e lado direito da cena, sobrepondo-a com um close-up de seus olhos e nariz. Do lado esquerdo da cena, em baixa opacidade aparece sua forma criando um reflexo ou vulto na composição.
    O desenvolvimento sonoro da carreira de HaSeul mostra o intenso cuidado criativo, independentemente das muitas válidas preocupações promocionais e estruturais, da MODHAUS com suas artistas. <Afterglow> chega como uma interseção entre os solos do grupo ARTMS, integrando as explorações individuais em uma unidade formal de direção contínua sem decair em redundâncias audiovisuais temáticas ou referenciais.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

O grande trunfo de <Hyper-Ego> é chamar de experimental o que está em moda no kpop

Colagem ruidosa desenvolvida a partir de recortes do videoclipe alternativo da música Born Stunner do grupo de kpop ARTMS. Na composição, as integrantes são superpostas para se tornarem uma única entidade de entalhes colorida por tons de rosa, preto, vermelho, amarelo e azul, com trechos de texto e ornamentos emoldurando a cena.
Requerendo a vivência do estranho em vez de sua remediação, <Hyper-Ego> faz da música plano-de-fundo na identificação de signos e narrativas de ARTMS, continuando o legado de LOONA de se alocar no léxico cultural e construir uma comunidade apoiada pela semiótica e diegese através de memes, frases de efeito e senso de justiça. O aguardado retorno do grupo dilui conceitos extravagantes na superficialidade de um pop hedonista, que involuntariamente retorna à massa gritante de admiradores da internet uma crítica sobre a própria identidade: confundindo foco promocional com más escolhas criativas, a preocupação do público se metamorfoseou em um autofágico pânico generalizado?

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Representando o luxo silencioso, <Love Poison> traz elegância sem burburinho ou comoção

    Enfim está migrando, de maneira esperada mas satisfatória, o som de HaSeul da new music para o bedroom pop: gêneros imersos em memória que encontraram devoção em criações do tipo faça-você-mesmo compartilhadas em fóruns e blogs juvenis. Junto aos outros singles de lançamento, sem nenhuma grande promessa de álbum ou clipe, Love Poison encontra seu sucesso pela voz carismática da cantora (deixem a garota cantar!) e perde precocemente seu entusiasmo por não ter grande dinâmica visual para acompanhar.

sábado, 1 de junho de 2024

COMPARATIVO: agora que está todo mundo no ar, o projeto LOONA irá se alinhar?

    Como numa previsão do horóscopo, os astros se uniram para trazer o internacionalmente conhecido LOONA de volta. Quer dizer... Fragmentado feito carne moída à espera de virar hambúrguer, que de uma maneira inversamente proporcional trouxe tudo de bom para quem tanto aguardou: fartura de lançamentos independentemente criativos.

 

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Apropriação cultural?? Com pena e cabana, LOONA invade a Nova Inglaterra e coloniza seus nativos

Numa ideia ontológica, cultura é apropriada e é apropriativa. O ponto de apoio sobre o manifesto contra a apropriação cultural, em rumo mais amplo, está em como essa cultura apropriada vai contra as regras em que é originalmente efetivada ou se é historicamente zombada na forma em que se utiliza, como por exemplo, se um determinado rito é feito em determinada veste, para determinado acordo, ao fazê-lo de forma reduzida pode facilmente ser considerado ofensivo ao nativo ou ao estudioso da prática.

Entretanto, o tópico *internacional* cultural appropriation tende a se perder no personagem: virou-se uma briga de qualquer retratação secundária de uma cultura de nicho, não necessariamente dos vieses em que se propõe.